Submeto ao rigoroso crivo dos amigos alguns versos, sabedor de que, talvez, tenha superado a deficiência de minhas histórias da adolescência - época em tinha a intenção, fracassada por sinal, de superar "paco-paco de tróia", de autoria do grande amigo Guto.
Passou um cometa em meu quintal
Passou um cometa em meu quintal.
E tinha um brilho tal
que iluminou por longas horas
o meu jardim de coisas.
E esse cometa descomunal,
de tão grande,
de tão belo,
fez renascer todo o meu quintal.
As minhas rosas,
os meus lírios e as margaridas,
a minha decência e a minha dignidade,
reavivaram, enfim, para o mundo.
E neste alvorecer profundo,
adentrei em meu amanhã
que havia ontem mesmo fugido de mim.
Desde então desobedeço
as vaidades e as precipitações
de uma desvalida humanidade.
Eu vi e ainda vejo tudo isso acontecer...
Eu vi e vejo os meus luminosos olhos
Juntar os meus pedaços
Que a vida teima em separar.
04/05/2007
RICARDO F. BAROUCH
segunda-feira, 9 de junho de 2008
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4 comentários:
O Guto, se tiver, poderia publicar aqui o texto do "paco-paco"...
Nossa.... "paco - paco de tróia", boas lembranças hein Barba..... Vida sem preocupações, onde a gente inventava o que fazer. Eu não tenho mais.... infelizmente. A intenção naquela época, era que cada um escrevesse uma parte do enredo. Muito legal, boa lembrança e parabéns por seus poemas! Abraço
Pois é, naquela época a gente já fazia literatura...Hoje, as necessidades da vida adulta tem abafado toda aquela construção onírica da vida. Mas sempre há tempo para mudar os rumos. Acho que estamos tentando. abraço
a propósito, Guto, no dia em que você apareceu com o primeiro rascunho, havia cobrado para que nós fizessemos um trecho da história. No dia seguinte, na Escola Bárbara Heliodora, eu apresentei para o Caique e para o David o meu capítulo que faria (FARIA!!!) parte do "Paco-paco". Os dois, insatisfeitos com o que eu acabara de escrever, rasgaram, sem dó nem piedade, o meu manuscrito. Foi dose. Mas acho que eles tinham razão: era ruim demais. Destoava do conjunto. Lembro-me, a propósito, que eu era, na sua história, o caçador de cometas. Por isso, o poema que apresentei agora é sugestivo. abraço de novo
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